Godinho Lopes vai reduzir orçamento

Uma verba entre os seis e os oito milhões de euros

Godinho Lopes, presidente do Sporting, revelou esta segunda-feira em entrevista à Agência Lusa que o orçamento dos leões deverá ser mais baixo, entre seis a oito milhões de euros, devido à mais que provável ausência na Liga dos Campeões na próxima temporada.

"O Sporting vai rever em baixa o orçamento entre seis a oito milhões de euros caso a equipa não se apure para a Liga dos Campeões", começou por dizer Godinho Lopes, revelando logo depois que os leões têm de cumprir obrigações. "O Sporting tem compromissos e responsabilidades para assumir e tem de viver em função das receitas que gera. Se queremos competir na Europa, temos de ter as contas de acordo com o 'fair-play' financeiro que a UEFA impõe", referiu.

Sobre possíveis saída para ajudar nas contas do clube, Godinho Lopes não descartou nenhuma possibilidade. "Precisamos saber como o Sporting termina a época, que solicitações terá de outros clubes para adquirir os seus jogadores, que possibilidades terá a SAD de manter a maioria do plantel e o surgimento de propostas irrecusáveis", revelando, contudo, querer "manter a maior parte dos jogadores" do quadro, tanto mais que as contratações a fazer "serão cirúrgicas e em função das saídas que vierem a ocorrer", e só sairá alguém "se surgir uma proposta que tenha correspondência com a valia técnica, desportiva e financeira".

No entanto, reconhece que, se não se proporcionar a venda do passe de jogadores no final desta época, haverá "prejuízos avultados", de tal modo que admite que o resultado do exercício de 2011/12 "seja pior do que o da época passada", sob a gerência de José Eduardo Bettencourt, que rondou os 38 milhões e foi o mais elevado da história do Sporting.

"Pode ser pior do que o da época passada e a procura de investidores tem a ver com a necessidade de baixar o passivo e a dívida bancária e, consequentemente, os custos que lhes estão associados. Para isso, é preciso entrar capital fresco", referiu à Lusa Godinho Lopes, lembrando que no início da época "já tinham apontado um nível de prejuízos para a época corrente, outro mais baixo para a época seguinte e um equilíbrio das contas em 2013/14".

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