Frank Schleck admite ter sido envenenado

O ciclista luxemburguês negou esta quarta-feira ter ingerido qualquer substância proibida, apesar de ter acusado positivo num controlo antidoping, e sugeriu a possibilidade de ter sido envenenado.

Frank Schleck diz que "rejeita formalmente" ter consumido alguma substância ilícita, e pediu a contra-análise à amostra "B".

"Se esta análise confirmar o primeiro resultado, uma queixa vai ser apresentada contra uma pessoa não identificada por envenenamento", referiu Frank Schleck, em comunicado enviado aos órgãos de comunicação do Luxemburgo.

Na terça-feira, a União Ciclista Internacional (UCI) afirmou que o corredor foi informado de um "resultado analítico adverso (presença do diurético Xipamide com base no relatório do laboratório de Châtenay-Malabry) na amostra de urina recolhida num teste em competição durante a Volta a França a 14 de julho".

O diretor-geral do Tour, Christian Prudhomme, admitiu que a decisão da RadioShack de excluir o luxemburguês da prova foi "sábia e a única possível", apesar de reconhecer que o chefe-de-fila da equipa poderia continuar em prova.

"Nós soubemos ontem [terça-feira] que o Frank Schleck teve um resultado adverso, segundo a terminologia do comunicado da UCI. Isso deixa em aberto muitas possibilidades sobre a penalização ao uso da substância, dita específica, que pode passar simplesmente por uma advertência ou até a suspensão", explicou Prudhomme esta quarta-feira, antes da partida da 16.ª etapa da corrida.

O controlo adverso de Frank Schleck, que ocupava o 12.º lugar da geral, a 9.45 minutos do líder - o inglês Bradley Wiggins, - foi o segundo caso ligado ao doping no decorrer da prova, depois de o corredor Rémy Di Grégorio (Cofidis) ter sido detido em Bourg-en-Bresse no primeiro dia de descanso.

Os diuréticos não aumentam o rendimento dos atletas, mas podem ser utilizados para encobrir o recurso a outras substâncias, e são associados a transfusões sanguíneas.

Xipamide é normalmente utilizado no tratamento de edema e hipertensão e Schleck tem a oportunidade de provar a sua inocência uma vez que este produto entra numa categoria que o Código Mundial Antidopagem designa "substâncias especificadas".

O documento diz que "se um atleta conseguir provar a circunstância em que a substância especificada foi administrada ou de que forma ficou na sua posse e que não tinha a intenção de melhorar o rendimento desportivo, a sanção pode ser reduzida no mínimo a uma advertência sem período de suspensão e no máximo a uma suspensão de dois anos".

Últimas notícias

Recomendadas

Contéudo Patrocinado

Mais popular