Carreira vence tumor e é campeão

"Na altura apanhei um susto. O médico disse-me, de repente, que tinha de parar de jogar. Tinha um tumor na cabeça. Fiquei sem palavras." O benfiquista Diogo Carreira, bicampeão nacional de basquetebol, recorda, com aparente tranquilidade, como de uma simples dor de cabeça descobriu que tinha um grave problema físico: um tumor (benigno) na cabeça junto ao ouvido direito. Para complicar mais a situação foi um dos primeiros portugueses a contrair a gripe A (vírus H1N1), em 2009.

Azarado, como se tudo isto não fosse suficiente, terminou a época com uma rotura muscular que retardou o regresso à boa forma do internacional português. O ano de 2009 e os primeiros oito meses de 2010 só foram "compensados" porque o base da selecção de Portugal assegurou pelo Benfica o segundo troféu consecutivo de campeão de Portugal após 14 anos.

Hoje, apesar de fisicamente tudo estar ultrapassado, tem de ser controlado de seis em seis meses pela equipa médica que o operou, em Agosto, no centro Gamma Knife, no Hospital CUF, mais de um ano depois de ter sido detectado o tumor.

O atleta, que começou a treinar-se cerca de um mês após a cirurgia, recorda: "Há muitos anos que sentia frequentes dores de cabeça. Diziam-me que era provocado pelo esforço. Em Fevereiro de 2009, após uma ressonância magnética, descobri que tinha um tumor junto ao ouvido direito. Apesar dos médicos não me quererem alarmar, os dois dias de espera entre a ressonância e a consulta foram complicados." O futuro professor de educação física ficou "muito aflito", mas era benigno e com um tamanho pequeno. O perigo surgiria se crescesse. "Poderia perturbar o equilíbrio e a audição", diz, recordando as palavras dos médicos: "Vamos tratar disso. Vamos fazer uma avaliação daqui a seis meses. Os médicos queriam saber se o tumor estava instalado há 30 anos ou há cinco meses. "Quando fui à consulta no Verão, fiz a minha vida normal, o tempo passou, joguei e até fomos campeões. Pelo meio, em Agosto de 2009, fui um dos primeiros casos de gripe A em Portugal. Um colega de quarto, que era do FC Porto, também apanhou a gripe e até se brincou que eu tinha passado de propósito. Houve um super- alarmismo. Até fui capa de jornal [risos]. A verdade é que desde aí nunca mais tive uma gripe", recorda.

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