Ronaldo lança bomba e explode com vermelho

Português marcou grande golo, foi expulso e empurrou árbitro em dois minutos. Real Madrid venceu Barcelona por 3-1 em Camp Nou

Que noite escaldante em Camp Nou! 89 524 espectadores assistiram in loco ao primeiro clássico da temporada, jogado a um ritmo frenético e apimentado com incidentes que vão fazer correr muita tinta durante os próximos dias.

Depois de uma primeira parte em que o Barcelona esteve ligeiramente por cima mas não conseguiu materializar a superioridade, acabou por ser um jogador blaugrana a inaugurar o marcador no início do segundo tempo, mas na baliza errada (50"). O lance infeliz pertenceu a Piqué, logo ele que tanto gosta de fazer destilar o ódio que sente pelo rival, tornando-se o primeiro futebolista culé a apontar um autogolo num clássico disputado na casa dos catalães.

Se a intensidade do encontro já impressionava pela fase da época em que nos encontramos, ainda conseguiu subir de tom a partir do minuto 58, com as entradas de Cristiano Ronaldo e de Denis Suárez. Desde então, o Barça passou a apertar ainda mais ofensivamente, enquanto o Real Madrid mostrava ser capaz de construir ferozes contra-ataques.

Numa toada de parada e resposta, o muito assobiado CR7 viu ser-lhe negado um golo por fora de jogo (70"), três minutos antes de Luis Suárez ter iludido o árbitro e cavado uma grande penalidade por suposta falta de Keylor Navas. Aproveitaram os comandados por Ernesto Valverde para empatar por intermédio de Messi (77") e reforçar o recorde do clube de clássicos consecutivos a marcar: 24.

Tudo apontava para uma ponta final de enorme pressão por parte do Barcelona, num Camp Nou que estava ao rubro mas que num instante foi silenciado. Num dos tais contra-ataques fulminantes dos merengues, Isco descobriu Ronaldo, que tirou Piqué do caminho e lançou uma bomba que explodiu no interior da baliza de Ter Stegen (80"). E bem ao seu estilo, celebrou de forma efusiva, ao despir a camisola e exibir o corpo atlético.

Se o internacional português já se tinha tornado o protagonista do encontro, e logo numa noite em que igualou os 396 jogos de Di Stéfano pelo Real Madrid, reforçou esse mesmo protagonismo dois minutos depois. Num lance na área catalã e que deixou muitas dúvidas, o madeirense caiu numa disputa com Umtiti, o que para o juiz da partida se tratou de uma simulação. De Burgos Bengoetxea mostrou então o segundo amarelo a CR7 - tinha visto o primeiro por despir a camisola -, que se deixou levar pelas emoções e explodiu, empurrando o árbitro.

Os merengues não ficavam apenas a jogar com dez. Tinha ficado sem o seu principal craque para o que restava daquele jogo e para o desafio da 2.ª mão, quarta-feira (22.00) no Bernabéu. Mais uma vez, tudo indicava que os catalães tivessem ganhado um balão de oxigénio, e mais uma vez tudo saiu ao contrário. Noutro contragolpe, Asensio imitou Ronaldo e rematou para o fundo das redes (90"), num disparo que deixou os blancos com uma mão na Supertaça. O espanhol voltou a revelar a apetência para marcar na estreia numa competição: já tinha sido assim na Liga espanhola, Taça do Rei, Liga dos Campeões e Supertaça Europeia

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