Marítimo ou Rio Ave, só um deles garantirá hoje último lugar na UEFA

Insulares têm mais três pontos do que os de Vila do Conde e basta-lhes um empate frente ao Paços para garantir o 6.º lugar.

Última jornada, últimos detalhes a definir na Liga Portuguesa. Os de hoje dizem respeito ao último lugar de acesso à Liga Europa, com Marítimo e Rio Ave a lutarem pela derradeira vaga. Aos insulares basta-lhes um empate ou um resultado idêntico ao dos vila--condenses, sendo que há confiança de parte a parte.

Teoricamente, o jogo mais complicado será o do Marítimo em Paços de Ferreira, mas o treinador Daniel Ramos mostra-se otimista. "Sabemos que temos dois resultados possíveis para nos qualificarmos, mas não vamos agarrar-nos ao empate e defender. Vamos procurar marcar e disputar o jogo. Mesmo sem alguns jogadores, que pesam, estamos confiantes e estes rapazes que trabalham comigo merecem saborear no fim o seu comportamento exemplar", salientou.

Já Luís Castro, treinador do Rio Ave, está também motivado para o confronto com o Belenenses, estando a torcer pela vitória do Paços sobre o Marítimo. "Estamos confiantes, mas não queremos atrapalhar a serenidade que temos revelado. Vamos fazer a nossa parte, que é vencer e esperar que a sorte nos acompanhe com a derrota do Marítimo em Paços de Ferreira", salientou.

Começo agitado no Funchal

A época nos Barreiros ameaçava ser penosa. Uma vitória e quatro derrotas nos primeiros cinco jogos mostraram ao presidente Carlos Pereira que a opção pelo brasileiro Paulo César Gusmão tinha sido um tiro ao lado. Com alguma coragem à mistura, o líder agiu rapidamente e apostou num treinador que nunca havia experimentado a I Liga.

Daniel Ramos vinha do Santa Clara, da II Liga, e a decisão não podia ter sido melhor. Em casa, o Marítimo tornou-se uma equipa temível, de tal forma que com o atual técnico não sofreu ali qualquer derrota, um poderio bem conhecido pelos três grandes - o tetracampeão perdeu, ao passo que Sporting e FC Porto empataram.

Muito eficaz nas bolas paradas, disponível para adaptar algumas nuances do seu jogo consoante o adversário, o Marítimo foi galgando lugares e alimentando o sonho de disputar as provas europeias, o que não sucede desde 2012. Parece estar a acusar alguma pressão pois nos últimos três encontros não somou qualquer triunfo.

Terceira vez consecutiva?

Em Vila do Conde está um clube em ascensão com duas presenças consecutivas na Europa e que tem habituado os adeptos a uma estética apreciável, mostrando os seus dirigentes que é possível contratar a baixo custo em troca de uma promoção na montra da Liga.

Foi assim, para não irmos mais longe, com Nuno Espírito Santo, Pedro Martins e, assim, se esperava que também fosse com Nuno Capucho. E as coisas não podiam ter começado melhor, com três vitórias em cinco jogos e já com dois grandes despachados. Contudo, foi após a bela exibição diante do Sporting (3-1) que as coisas começaram a correr menos bem.

Nos cinco jogos seguintes, quatro derrotas e um empate. À 10.ª jornada, o Rio Ave despediu Capucho e convidou o experiente Luís Castro, campeão meses antes da II Liga ao serviço do FC Porto B. E o efeito foi imediato com quatro vitórias consecutivas. À 14.ª jornada, o Rio Ave estava no lugar que agora deseja recuperar com mais três pontos que o Marítimo e menos quatro que o Sporting.

Seguiu-se uma fase de quatro jogos sem vencer e foi essa irregularidade que pode ter prejudicado o Rio Ave, pois os seus intérpretes têm proporcionado bons espetáculos, para isso contribuindo muito a ideia de jogo que o seu treinador tem implementado. Aliás, o Rio Ave saiu derrotado do Dragão e de Alvalade mas no final dos dois encontros terminou com mais posse de bola que os seus antagonistas, reconhecidamente de outro estatuto e ambições.

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