Dia de Real-Atlético, o dérbi madrileno que Simeone equilibrou

Equipa de Simeone ganhou as últimas três visitas ao Santiago Bernabéu. Última derrota foi frente a Mourinho

Hoje é dia de dérbi madrileno. O Real recebe o vizinho e rival Atlético (15.15, SportTV2 ) no Santiago Bernabéu, um campo que tem recebido bem Simeone, o técnico que acabou com 14 anos de jejum colchonero. Em quatro jogos no campo do rival, para a Liga, perdeu apenas um , ainda para José Mourinho, e venceu os últimos três. Desta vez, Cristiano Ronaldo e companhia estão proibidos de perder, sob pena de verem fugir a a liderança (71 pontos) para o Barcelona (69) e poderem abrir o caminho do título aos catalães. Aperitivos suficientes para transformar o dérbi de Madrid no duelo mais esperado do fim de semana no futebol europeu.

Quando Simeone chegou ao comando colchonero, em dezembro de 2011, o cenário era desolador: o Atlético atravessava uma grave crise e estava mais perto da descida de divisão do que dos lugares europeus, além de ter sido eliminado da Taça do Rei, pelo Albacete, do terceiro escalão. Além disso, os colchoneros não venciam o Real Madrid desde 1999. Mas tudo mudou com a chegada de El Cholo, que abalou e colocou em causa a supremacia do Real. Nos duelos entre os rivais de Madrid, com Simeone no comando, os merengues ainda seguem em vantagem, mas já não é de goleada! E há três épocas seguidas que o Atlético ganha no Bernabéu para a Liga, um registo inédito na liga espanhola, que nem o Barcelona conseguiu.

Com o argentino no comando técnico, o Atlético de Madrid venceu a Liga Europa e a Supertaça europeia, em 2012; a Taça do Rei - frente ao Real Madrid -, em 2013, num jogo em que Mourinho e Ronaldo foram expulsos, além de ter sido campeão espanhol, em 2014, e chegado à à final da Liga dos Campeões, em 2014 (Lisboa), e em 2016 (Milão), perdendo em ambas as ocasiões o troféu para o rival de Madrid.

Mas não há dúvida que os duelos madrilenos ficaram equilibrados: entre março do ano 2000 e abril de 2013 (ano em que o Atlético venceu a Taça do Rei, no Bernabéu, frente ao Real), os colchoneros somavam 19 derrotas e 6 empates em 25 dérbis. Desde então são seis triunfos, três empates e três derrotas.

A filosofia de garra, sangue suor e lágrimas que o argentino implementou no Atleti ajudou-o derrubar barreiras e a vencer, mesmo com orçamentos inferiores a Real Madrid e Barcelona. "Este Atlético transmite os grandes valores da vida", disse o argentino, no ano passado, após vencer o Barça (2-0). Foi por triunfos e declarações como esta que o cholismo virou doutrina para os colchoneros.

Ronaldo, o goleador do dérbi

Esta época, no jogo da primeira volta da liga espanhola, o Real Madrid foi vencer ao Vicente Calderón, sem apelo nem agravo, com um hat-trick de Cristiano Ronaldo (3-0), que se tornou no melhor marcador da história do dérbi, com 18 golos. Agora, o português chega "fresco" a este dérbi em casa, depois de ter sido poupado - tal como os restantes nomes do famoso trio BBC, Benzema e Gareth Bale - pelo técnico Zinedine Zidane da vitória a meio da semana, fora, sobre o Leganés (4-2), no que foi o sexto triunfo seguido da equipa. Mas o Atlético não chega pior ao jogo, pois já vai em cinco vitórias consecutivas e está na 3.ª posição, com mais três pontos do que o Sevilha. I. A.

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