Conselho de Arbitragem deu exemplos para explicar boas e más decisões dos árbitros

Organismo reuniu com os clubes, esta quarta-feira, na Cidade do Futebol, e divulgou dados relativos ao trabalho do CA. Decisões do dérbi lisboeta e do Chaves-FC Porto da Taça de Portugal explicadas...

Após a reunião desta quarta-feira, na Cidade do Futebol, o Conselho de Arbitragem da Federação e os clubes portugueses, o organismo divulgou um comunicado onde expressa o apoio aos árbitros e referindo que não aceita que os juízes "sejam um bode expiatório para os insucessos".

Além disso o CA divulgou a informação, que partilhou com os clubes, para melhor entenderem o trabalho do organismo e da classe.

E recorrera a exemplos para mostrar como avaliam os ações dos árbitros.

Entre eles, os dois lances polémicos do último Benfica-Sporting, foram dois dos exemplo, a que o CA recorreu, na reunião, para explicar aos representantes de 29 clubes, as decisões dos juízes, em alguns casos, como a "bola na mão ou mão na bola". E, de acordo com o documento apresentado aos clubes e revelado pela FPF, os especialistas do órgão liderado por José Fontelas Gomes, chegaram à conclusão que o lance de Pizzi resulta de "ação involuntária e acidental, pelo que a mesma não constitui infração". E o caso de Nélson Semedo é um "lance difícil e de dúvida".

E ainda o Chaves-FC Porto, para a Taça de Portugal. O CA admitiu, na reunião, que o lance ocorrido ao minuto 93 era passível de grande penalidade, por mão de Leandro Freire: "Esta ação constitui infração." Depois, ao minuto 104, os dragões pediram grande penalidade, por braço de Rafael Assis na área flaviense. O Conselho de Arbitragem, aqui, aceitou a decisão de João Capela. "É um lance difícil mas aceita-se a decisão em deixar prosseguir o jogo".

Eis o comunicado:

"O CA da Federação Portuguesa de Futebol promoveu esta tarde, na Cidade do Futebol, uma reunião com os clubes do futebol profissional. Foi um encontro de trabalho franco, aberto e por isso proveitoso. Aliás, aproveitamos desde já para anunciar que o Conselho de Arbitragem tenciona levar a cabo reuniões deste género também no início e no final de cada época.

O Conselho de Arbitragem mantém canais de diálogo abertos com os clubes e estará sempre recetivo a ouvir as sugestões de dirigentes, treinadores e jogadores, no sentido de construirmos, em conjunto, um Futebol cada vez mais forte.

O Conselho de Arbitragem - este Conselho de Arbitragem - nunca se fechará atrás de muros, desculpas fáceis ou corporativismos. Sabemos que já cometemos erros e que provavelmente vamos cometer mais. Sabemos que os árbitros cometem erros. E eles também sabem porque semanalmente o sentem.

Aceitamos a crítica, se ela for construtiva. E sabemos que a arbitragem será sempre uma área potencialmente geradora de críticas. Mas nunca aceitaremos que os árbitros sejam os bodes expiatórios de insucessos.

Uns organizam as competições, outros têm de treinar e de jogar, outros gerem os seus clubes, os árbitros arbitram, outros ainda aplicam a justiça desportiva. Cada qual cumpre as suas atribuições e funções. O Conselho de Arbitragem, a que presido, gere os árbitros e a arbitragem. E não permite magistérios de influência, de comentadores, de ex-árbitros, de alguém ou de alguma organização em particular, sobre a arbitragem e sobre este Conselho.

Gostaríamos de terminar com uma mensagem de esperança, tal como tivemos oportunidade de dizer aos clubes: todos juntos seremos capazes de fazer melhor. Estamos a apostar forte na formação, na melhoria das condições de treino e dos métodos de avaliação. Sabemos o sacrifício que os árbitros fazem, o que suportam e sabemos que serão, também eles, capazes de melhorar.

Acreditamos que depois da reunião de hoje os clubes passaram a ter mais ferramentas para compreender o trabalho profundo que está a ser feito no setor da arbitragem."

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