Zidane e a cabeçada: "Prefiro morrer a pedir desculpa"

A cabeçada de Zidane a Materazzi, na final do Mundial 2006, continua a dar que falar. Hoje, o francês admitiu que se recrimina pelo gesto, mas mostrou-se inflexível: "Prefiro morrer a pedir desculpa".

Em entrevista ao diário espanhol "El País", publicada esta segunda-feira, Zinedine Zidane explicou uma vez mais porque reagiu com uma cabeçada aos insultos de Marco Materazzi, à sua mãe, durante o França-Itália da final do Mundial 2006. “Mais de uma vez insultaram a minha mãe e nunca respondi. Mas ali... ela estava doente, no hospital. Era mau momento", contou o franco-argelino, admitindo, ainda assim, que se recrimina pelo agressão (que lhe valeu o cartão vermelho, numa final ganha pela Itália).

Apesar do arrependimento, Zidane nunca pediu perdão a Materazzi, nem pensa fazê-lo. “Pedir perdão a este... Se tivesse sido ao Kaká, um tipo normal, bom, claro que lhe teria pedido perdão. Mas a este! Se lhe pedisse desculpa, faltava ao respeito a mim mesmo e a todos aqueles de que gosto com a alma. Peço desculpa ao futebol, aos adeptos, à equipa... Depois do jogo entrei no balneário e disse: ‘Perdoem-me. Isto não muda nada, mas peço perdão a todos’. Mas a ele não consigo. Nunca, nunca. Seria desonrar-me. Prefiro morrer”, disparou o antigo jogador, sem nunca dizer o nome de Materazzi. "Se lhe dissesse ‘perdão’ estaria a admitir que o que ele fez foi normal. E para mim não foi normal”, frisou.

Ronaldo é "bom rapaz de trabalhador"
Na entrevista ao "El País", Zidane também falou do Real Madrid. E deixou elogios para a sua estrela, o português Cristiano Ronaldo. "As pessoas dizem que é um vaidoso, mas é nobre, bom rapaz e trabalhador", apontou o antigo jogador dos madrilenos.

"Cristiano Ronaldo quer ser o melhor. E assume-o. Mas quando se tem a força que ele tem... Uma coisa é dizer e outra é fazê-lo. Ele di-lo, e depois levanta-se de madrugada para estar em Valdebebas [centro de treinos do Real Madrid] às oito da manhã, duas horas antes do previsto. E fica lá seis horas”, elogiou o francês.

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