Sem fôlego para muito fogo Dragão vence pelo pragmatismo

Aboubakar festeja o golo do FC Porto

Com menos dois dias de descanso, equipa de Sérgio Conceição não deu sequência às exibições recentes mas chegou para vencer perante um Tondela que só ameaçou o empate no fim

Sem o brilhantismo da sequência de seis jogos quando marcou 22 golos, o FC Porto passou à justa na deslocação a Tondela, perante um adversário que nunca virou a cara à luta e conseguiu, durante boa parte do tempo, atrapalhar a dinâmica ofensiva da equipa de Conceição. Com menos dois dias de descanso - que nesta altura da época fazem alguma diferença -, os dragões acabaram notoriamente fatigados e ainda apanharam um susto mas venceram com justiça.

Nem a tarde abafada em Tondela impediu que o Estádio João Cardoso, a estrear relvado, estivesse praticamente cheio para um confronto que historicamente não permitia boas recordações aos dragões - apenas tinham ganhado metade dos jogos à equipa da casa. Pepa optou por jogar as suas fichas numa equipa mais defensiva do que a que utilizara na primeira ronda (Bruno Monteiro entrou para o onze, de modo a reforçar a presença em frente aos centrais em detrimento do mais criativo Pedro Nuno), enquanto Sérgio Conceição foi obrigado a dar a titularidade a Marega (a primeira do maliano na I Liga com a camisola do FC Porto), em virtude da lesão de Tiquinho Soares.

Como era de esperar, a formação visitante entrou mais forte, obrigando o Tondela a preocupar-se mais com a proteção da sua área do que em incomodar Casillas. E a equipa de Pepa fê-lo bem, mesmo entregando o domínio ao adversário. Sem espaço, com Óliver a jogar longe dos dois avançados, o FC Porto atacou muito mas sem conseguir criar grandes ocasiões para incomodar Cláudio Ramos. Um bom contra-ataque que resultou numa jogada individual de Corona culminada com um remate intercetado por David Bruno, aos 21 minutos, foi o melhor que a equipa conseguiu nesse período inicial.

A partir daí, os beirões começaram a estender-se no terreno, chegando várias vezes a zonas mais ofensivas e ganhando alguns lances de bola parada que nunca conseguiram aproveitar. Com isso, foram dando mais espaços atrás, permitindo que o FC Porto chegasse em melhor posição à sua zona ofensiva. Brahimi (28") deu o sinal, com um remate que lhe saíu torto, mas o golo chegaria mesmo, à passagem do 37.º minuto. Corona na direita conseguiu centrar mas a defesa do Tondela cortou para a entrada da área, onde surgiu Alex Telles a rematar de primeira. A bola saiu enrolada na direção de Aboubakar, com o camaronês a dominá-la muito bem e a rematar de imediato para uma boa defesa de Cláudio Ramos; na recarga, o avançado dos azuis de brancos não perdoou, voltando a celebrar um golo oficial pelos dragões 16 meses depois.

Até ao intervalo, o FC Porto ainda criou mais uma boa ocasião, a cruzamento de Ricardo que a dupla atacante não conseguiu desviar para a baliza, respondendo o Tondela em cima do apito, por Hélder Tavares, a rematar torto.

Poste e sustos

Para o segundo tempo, Pepa fez entrar Tomané, dada a incapacidade da equipa em segurar a bola na frente mas caberia ao FC Porto a primeira ocasião para voltar a fazer funcionar o marcador. Ao livre por baixo de Alex Telles, Felipe, sem marcação, respondeu com um remate que saiu rente ao poste de Cláudio Ramos.

Com as duas equipas entregues a uma luta sem quartel, os lances de perigo escasseavam. Uma fuga de Brahimi pela esquerda não teve resultados práticos, uma vez que ostondelenses evitaram o remate, mas logo a seguir o 0-2 só não surgiu por infelicidade: uma arrancada de Corona deixou a bola à disposição de Aboubakar, que arrancou um tiro poderoso apenas travado pelo poste direito.

Conceição retirou então o discreto Óliver mas, a partir daí, o Tondela começou a criar algum perigo e a ameaçar o empate. Primeiro quando Casillas falhou a interceção a um passe de Boyd, valendo Alex Telles a afastar para canto; depois, num cruzamento remate de David Bruno que obrigou o espanhol a aplicar-se; e, já perto do final, num lance em que Wagner surgiu sem marcação pela esquerda, apenas para rematar à figura do guardião contrário. Pelo meio, Marega ainda obrigou Cláudio Ramos a aplicar-se, depois de mais uma bola afastada pela sua defesa para a entrada da área, mas a notória fadiga da equipa pouco mais permitiu. Sem mais golos, o FC Porto segurou os três pontos com pragmatismo, mantendo assim, para já, a liderança da I Liga.

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