Erros defensivos fazem tombar um Benfica sem chama

Benfica desastrado até esteve a vencer, mas permitiu ao CSKA virar o resultado e levar três pontos para Moscovo

O Benfica teve uma entrada desastrosa na Liga dos Campeões ao perder na Luz com o CSKA, por 2-1. Num grupo em que o Manchester United é favorito, vencer os jogos em casa seria importante para ganhar vantagem na luta pelo outro lugar de apuramento. Só que a equipa de Rui Vitória fez o impensável depois de se pôr em vantagem, por Seferovic, logo no início do segundo tempo, permitindo que os russos dessem a volta ao resultado, aproveitando os erros inacreditáveis da defesa encarnada.

É verdade que o CSKA contou com a ajuda do árbitro, que assinalou penálti por braço na bola de André Almeida a remate de Vasili Berezutski, quando nas imagens televisivas se verifica que o lateral benfiquista tem os braços junto ao tronco. Mas a verdade é que nesse lance a maior responsabilidade vai para a desastrada organização defensiva benfiquista. A instabilidade neste setor, sobretudo no eixo central, pode explicar-se com as ausências de Jardel e, sobretudo, Fejsa. O sérvio é o ponto de equilíbrio da equipa e a sua ausência tem também implicações na forma como protege a equipa nas saídas para o ataque, que ontem voltaram a ser denunciadas, lentas e sem capacidade para abrir espaços.

Na primeira parte, o Benfica apenas conseguiu entrar no jogo aos dez minutos, já depois de Dzagoev ter assustado Bruno Varela, mas a verdade é que a equipa de Rui Vitória vivia de ações individuais de Salvio na direita e do entendimento entre Grimaldo (bom regresso) e Zivkovic na esquerda. Aliás, o espanhol chegou a rematar uma bola ao poste, instantes antes de Seferovic ter reclamado um penálti que parece ter existido.

Os encarnados entraram melhor no segundo tempo, mais determinados e com Pizzi a assumir as despesas do jogo, mas o golo surgiu novamente pela sociedade Grimaldo-Zivkovic, com o sérvio a oferecê-lo a Seferovic. O mais difícil parecia feito, até porque o CSKA não mostrava argumentos. Só que os russos renasceram graças a dois pontapés de canto, que atormentaram o Benfica. No primeiro Bruno Varela fez uma grande defesa e no segundo resultou o tal penálti transformado pelo brasileiro Vitinho.

O pior estava para vir, quando Zhamaletdinov empurrou para o fundo da baliza um lance em que na prática foi Bruno Varela contra os russos, tantos foram os erros defensivos do Benfica. Já com Jiménez em campo, Rui Vitória arriscou tudo para evitar a primeira derrota após 18 jogos - a última tinha sido em Dortmund (4-0) - e lançou Gabriel Barbosa e Rafa para os lugares de Lisandro e Grimaldo. Mas o resultado foi quase nulo. O CSKA voltou a ser feliz em Lisboa, onde em 2005 conquistou a Taça UEFA, e pela segunda vez nas últimas sete épocas, os encarnados entram a perder em casa com uma equipa russa: em 2014 tinha sido o Zenit.

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