Vidal Fitas lamenta passo atrás na credibilização da modalidade

O director desportivo do Palmeiras Resort-Prio lamentou hoje o "passo atrás" na "credibilidade" do ciclismo provocado pelo caso de doping de Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), e nem reclama a vitória da Volta a Portugal para David Blanco.

"A ser verdade, é uma situação bastante triste. Sinceramente, não esperava de maneira nenhuma", disse hoje à Agência Lusa Vidal Fitas, o técnico da formação algarvia, que disputa o Grande Prémio Liberty Seguros.

Em comunicado, a Liberty Seguros confirmou hoje os casos de doping de Nuno Ribeiro, vencedor da Volta a Portugal em bicicleta, Hector Guerra e Isidro Nozal, todos por EPO (eritropoietina), retirando o patrocínio à equipa, que vai acabar.

Os corredores deverão pedir contra-análise dos resultados do controlo inopinado da UCI realizado antes da Volta e, caso se confirmem os positivos, incorrem em penas de suspensão de dois anos, de acordo com os regulamentos da UCI.

Para Vidal Fitas, a eventual desclassificação de Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), vencedor da Volta a Portugal em 2003 e 2009, e consequente atribuição do título ao espanhol David Blanco (Palmeiras Resort-Prio), que passará a ser o primeiro estrangeiro com três triunfos na principal corrida lusa (2006, 2008 e 2009), é "uma questão secundária".

"As coisas ainda não estão oficializadas e, obviamente, que o nosso sentimento é de tristeza, por mais este passo atrás no caminho que o ciclismo está a percorrer para ser credível. É algo que não queríamos que acontecesse no pelotão português", referiu o responsável da equipa de Tavira.

O pelotão português cumpre, até domingo, a última prova por etapas do calendário nacional, no Grande Prémio Liberty Seguros, cuja etapa de hoje, segunda de cinco, vai ser disputada num circuito em Alcobaça.

"Quando fomos confrontados com esta notícia, ficámos como se tivesse morrido alguém muito chegado, um enorme silêncio e ninguém falava. Estamos sem palavras até assimilar as coisas. É mau, este passo atrás", sublinhou Vidal Fitas.

Nuno Ribeiro, de 27 anos, confirmou à Lusa a notificação e adiantou que já não vai competir no Mundial (Mendrisio, Suíça, no final do mês), para que estava seleccionado.

Segundo Vidal Fitas, ressalvando ainda não ter qualquer comunicação oficial da Federação Portuguesa de Ciclismo, o português André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio), primeiro suplente da equipa das "quinas", deverá substituir Ribeiro, caso se confirme a sua ausência.

O espanhol Hector Guerra, de 28 anos, vencedor do contra-relógio final da Volta, tinha ganho este ano o Grande Prémio de Torres Vedras/Troféu Joaquim Agostinho e a Volta à Comunidade de Madrid.

A Lusa tentou contactar Hector Guerra, sem sucesso.

JPS/PA.

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