por LUÍS FILIPE RODRIGUES
Os 'Adidas Superstar' foram criados em 1969. 40 anos depois, continuam a ser um dos mais emblemáticos modelos da marca das três riscas, sendo usados em concertos, filmes e jogos
Poucos modelos de sapatos ténis deixaram uma marca tão duradoura na cultura popular como os Superstar da Adidas. De facto, à excepção de casos pontuais, como os All Star, da Converse, poucas peças de calçado conseguem continuar populares à tantos anos. Apesar de ter estado afastado das principais tendências, nos últimos dois anos, recuperou parte da popularidade perdida.
A história dos Superstar começa em1969. Na altura, o público alvo deste modelo eram os jogadores de básquete profissionais que, numa primeira fase, os testaram em campo. Um ano depois, em 1970, chegavam às lojas. O sucesso junto dos basquetebolistas foi imediato. No espaço de alguns anos, três quartos dos atletas da NBA usavam estas sapatilhas. Kareem Abdul Jabbar foi um dos atletas que as notabilizou.
Mas estes ténis não eram mais que uma versão actualizada dos Pro Model. A grande diferença é que, enquanto estes últimos tinham o cano alto, os Superstar eram um modelo low top. Em comum, as três riscas de lado, e a célebre biqueira, cuja forma e textura se assemelha à de uma concha. Este pormenor valeu-lhes de resto a alcunha de "shell toe shoes", que ainda hoje é utilizada.
No entanto, não foi nos campos de basquetebol que estes adquiriram o estatuto de símbolo pop. Nesse sentido, o grupo de hip-hop dos anos 80 Run DMC foi essencial para os expor a novos públicos. Além de as usarem em palco e em diversas sessões fotográficas, dedicaram-lhes ainda uma canção: My Adidas. Verdade seja dita, o nome do modelo nunca é referido directamente no tema, mas era sabido que estes eram os seus ténis Adidas. Ninguém se surpreendeu, por isso, quando há uns anos o grupo deu o nome a uma edição limitada deste modelo.
Esta canção, valeu ainda aos Run DMC um acordo milionário com esta marca, registada por Adolf Dassler em 1949. Na época, este patrocínio gerou polémica, e os rappers foram acusados de se terem vendido. Hoje, porém, não é invulgar vermos um rapper patrocinados por diversas marcas.
Marca das três riscas celebra 60 anos com novos modelos
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