80.ª Feira do Livro de Lisboa começa no dia 29

Alargamento do horário, programação de música ao vivo e a realização de uma auditoria são as novidades da 80.ª Feira do Livro de Lisboa, que começa no dia 29 no Parque Eduardo VII, foi hoje anunciado.

Na conferência de imprensa de apresentação da feira, o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Paulo Teixeira Pinto, afirmou que durante o certame decorrerá uma auditoria "a toda a feira, desde preços a funcionamento", a cargo de um organismo independente.

Teixeira Pinto afirmou que quer ver "todas as regras cumpridas" e que nesse sentido a auditoria, que será diária, deve ser vista como "uma actividade preventiva".

A Feira do Livro de Lisboa decorrerá durante 18 dias, até 16 de maio, e nesta 80.ª edição abandona a iniciativa de ter um país tema.

"Não há condições para ter um país-tema, e sou da opinião que a literatura não é de um país mas sim universal", disse Teixeira Pinto.

O responsável adiantou que "no futuro se poderá definir uma natureza temática conceptual".

No total, estão inscritas 120 editoras distribuídas por 237 pavilhões, entre institucionais e diferenciados ao longo do espaço ao ar livre do Parque Eduardo VII.

Quanto ao horário, a Feira abrirá de segunda a sexta-feira às 12:30 e encerrará às 23:30. Aos sábados, domingos e feriados abrirá às 11:00 e encerrará às 23:30.

A abertura à hora do almoço, iniciada o ano passado, "foi um boa aposta" que se repete este ano, pois "traz novos públicos", defendeu Paulo Teixeira Pinto.

Todos os dias, às 21:30, haverá música ao vivo num palco instalado na parte sul do Parque, frente à Rotunda. O director da feira, Eduardo Boavida, não quis adiantar nomes de artistas participantes, dado não estarem ainda todos confirmados.

A programação do certame integra ainda debates e mesas redondas, que decorrerão às 18:30 nos dias úteis e às 17:30 aos fins de semana e feriados.

As manhãs de domingo serão dedicadas ao público infanto-juvenil.

O editor Fernando Guedes, fundador e presidente da Editorial Verbo durante 50 anos, será homenageado no decorrer da feira.

"Uma decisão consensual - salientou Teixeira Pinto - em relação a um homem que foi académico, teve um papel importante na edição e chegou a presidir à International Publisher Association (IPA)".

O presidente da APEL definiu a 80.ª Feira como "de transição, com vista a uma renovação", e para a qual exigiu "rigor no cumprimento dos horários, do uso dos equipamentos, dos livros apresentados", entre outros aspectos.

Teixeira Pinto afirmou ainda que "há muitas coisas que podem ser feitas e melhoradas", mas realçou que "a feira do livro não é uma 'megastore'".

A Feira do Livro associa-se à campanha de luta contra a cópia ilegal "Seja original, diga não à cópia" através de várias acções, entre as quais a exibição em todos os pavilhões do logótipo da iniciativa anti-pirataria.

Antecipando a Feira, decorrerá de 12 a 16 de Abril a Semana dos Livreiros, em que todas as livrarias são convidadas "a vender livros nas ruas e a terem montras exteriores".

No encontro com os jornalistas foi ainda anunciado que a Feira do Livro do Porto decorrerá de 27 de maio a 13 de Junho, na Avenida dos Aliados, com os mesmos horários do certame lisboeta.


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