Idade de reforma pode subir para os 67 anos

O Governo pondera a possibilidade de aumentar a idade de reforma dos 65 para os 67 anos. A medida poderá ser incluída no Plano de Estabilidade e Crescimento a apresentar à União Europeia.

Segundo avança a edição de hoje do Correio da Manhã, o Governo está a estudar a possibilidade de aumentar a idade de reforma em Portugal dos 65 para os 67 anos de idade. A medida, segundo apurou o CM, poderá constar no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que será entregue dentro de dias em Bruxelas, seguindo a mesma tendência de outros países europeus.

O aumento da idade de reforma poderá ser uma forma rápida de assegurar a sustentabilidade do Sistema de Segurança Social e um sinal importante para os mercados do empenhamento do Governo para atingir as metas exigidas pela União Europeia em 2013 (défice nos 3% do PIB), adianta o Correio da Manhã.

Contactada pelo CM, uma fonte oficial do Ministério das Finanças recusou, no entanto, comentar a adopção desta medida.

Portugueses reformam-se antes dos 63 anos

Por outro lado, o Jornal de Negócios revela, na sua edição de hoje, que as restrições adoptadas pelo primeiro Governo de José Sócrates com o objectivo de desincentivar as reformas antecipadas não estão a surtir efeito uma vez que os portugueses que, em 2009, passaram à reforma, tinham em média 62,8 anos, quando a idade legal de aposentação se mantém nos 65 anos.

Segundo o Jornal de Negócios, os trabalhadores reformam-se agora mais cedo do que no passado  e aponta duas explicações para o facto: por um lado, as reformas antecipadas voluntárias que, apesar da penalização financeira a que estão sujeitas, continuam a atrair um grande número de pessoas. Por outro, o impacto do desemprego entre as camadas mais velhas da população, que depois de esgotar o subsídio avança para a reforma.

Para o Jornal de Negócios resta saber, no entanto, se a antecipação da saída do mercado de trabalho corresponde a uma opção voluntária dos trabalhadores ou se resulta de uma pressão das empresas no sentido de se verem livres dos empregados mais antigos.

Seja como for, actualmente há 150 mil reformados que deixaram o mercado de trabalho antes do tempo, número que tem estado a aumentar todos os anos, adianta o Jornal de Negócios.

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