Caixa Seguros preparada para privatização

Presidente das seguradoras da CGD diz que venda só depende do mercado.

A privatização parcial da Caixa Seguros e Saúde, a holding seguradora do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), está pronta para avançar, dependendo apenas do melhor momento no mercado. Esta é a convicção de Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade Mundial e Império Bonança, as companhias que integram a holding, que adiantou existirem vários cenários sobre a mesa quanto ao modelo de privatização.

A dispersão em bolsa, através de uma IPO (inicial public offer), é uma dessas hipóteses, mas "cabe ao accionista decidir", relembrou.

Quanto à possível venda da totalidade do capital da Caixa Seguros, Magalhães Correia referiu não estar a ser equacionada - facto igualmente sublinhado terça-feira pelo presidente do grupo, Faria de Oliveira, depois de o Jornal de Negócios ter avançado com esse cenário -, salientando que a operação passará "por uma venda parcial e minoritária".

O presidente das companhias seguradoras do grupo Caixa falou à margem de uma conferência de imprensa da Caixa Seguros, na qual anunciou a conquista da liderança do mercado português de poupança para a reforma, ao alcançar uma quota de mercado de 34,2%, em Setembro, totalizando uma captação de 830 milhões de euros de aplicações nestes produtos e um total de 350 mil clientes.

Como explicou Magalhães Correia, esta conquista deve-se ao sucesso do Leve PPR Duo, um produto de capital garantido, com a melhor rentabilidade em 2009, ou seja, 4,27%. O grupo vai continuar a apostar neste PPR, que promove uma nova consciência de poupança para a reforma, apostando em segmentos mais jovens da população.

Ainda no que respeita à venda parcial da holding Caixa Seguros, Magalhães Correia lembrou que a decisão de vender parte da empresa foi anunciada publicamente em Julho de 2004 e reafirmada várias vezes ao longo dos últimos anos. No entanto, o grupo levou a cabo um processo de reorganização interna, o Activ Action, só agora concluído, que justificava, só por si, o atraso na colocação da holding à venda.

Por outro lado, refere o seu presidente, houve que esperar pela recuperação do mercado segurador, de forma a que a operação pudesse ser valorizada. "Neste momento, os mercados estão activos nesta matéria e há liquidez", acrescentou.

A inscrição desta privatização no PEC III, no âmbito do programa de venda de empresas públicas, define que a operação deverá ocorrer até 2013.

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