por C MARIA JOÃO ESPADINHA
A maioria dos gestores das grandes empresas nacionais viram o seu ordenado aumentar em 2008. A remuneração mais alta pertence a António Mexia, líder da EDP, que recebeu 1,26 milhões de euros
Aparentemente, a crise ainda não chegou aos salários dos presidentes executivos das maiores empresas portuguesas. Segundo contas do DN feitas a partir da informação divulgada pelas companhias nacionais à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) nos seus relatórios de governo da sociedade, a maior parte dos gestores portugueses viu o seu salário aumentar em 2008 quando comparado com 2007.
António Mexia, presidente executivo da EDP, foi aquele que recebeu o maior salário no ano passado - 1,26 milhões de euros. O gestor responsável pela eléctrica nacional é uma das poucas excepções às subidas nas remunerações, já que o seu ordenado anual diminuiu ligeiramente em relação ao ano anterior - em 2007, Mexia recebeu 1,29 milhões de euros. A componente fixa do salário ficou quase inalterada, nos 687 mil euros, enquanto a variável - indexada em função de objectivos - desceu de 600 mil para 571 mil euros.
O presidente executivo do Banco Espírito Santo (BES) é o segundo mais bem pago entre as dez empresas que já divulgaram as remunerações dos seus conselhos de administração. Ricardo Salgado recebeu 1,15 milhões de euros de salário (este valor é uma média dos ordenados dos membros executivos do conselho de administração do banco, já que a instituição não divulga o salário individual do CEO). No total, o BES pagou 12,7 milhões de euros em remuneração aos gestores executivos. Em 2007, o ordenado estimado do presidente executivo foi de 789 mil euros.
Com uma remuneração de 905 mil euros no total de 2008, José Honório, presidente da comissão executiva da Portucel-- Soporcel, é o terceiro da lista. Estes valores são bastante diferentes dos auferidos no ano anterior, em que cada administrador executivo recebeu em média 712 mil euros, somando a parte fixa e a variável.
Já os gestores da Brisa viram o seu salário aumentar 122 mil euros em apenas um ano. Segundo a média, Vasco de Mello, presidente executivo da concessionária nacional, recebeu no ano passado um vencimento anual de 793 mil euros. Uma das maiores subidas pertence à REN, onde os ordenados da comissão executiva mais do que duplicaram, passando de 1,3 milhões em 2007 para 3,3 milhões em 2008.
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