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Paixão

O 'craque' de futebol que virou artesão

por ROBERTO DORES  

O 'craque' de futebol  que virou artesão

Luís Octaviano desenha e fabrica calçado ao gosto dos clientes. E até já tem compradores vindos da Holanda.

Não pode haver venda de calçado mais personalizada. Num atelier, em plena Baixa de Setúbal, é a cliente que se senta à mesa com o artesão e escolhe o desenho do sapato, da bota, do botim ou da sabrina. Depois entra em acção a arte de Luís Octaviano, um antigo craque de futebol "apaixonado" pela confecção de sapatos, malas, carteiras e cintos. Numa semana, mais coisa menos coisa, a cliente tem pronto o seu modelo exclusivo. Está apertado ao andar? Não faz mal. O criador adapta o sapato ao pé e fica com o molde para a próxima.

São as mulheres que mais procuram os serviços deste artesão, que há três anos abriu a porta da sua arte em Setúbal, depois da experiência e dos contactos adquiridos em Lisboa. Não é, por isso, de estranhar que o grosso da clientela lhe chegue da capital, sendo que mais recentemente "captou" uma onda de admiradoras na Holanda, usufruindo da sempre eficaz promoção do "passe a palavra". "As primeiras clientes ficaram encantadas quando me viram pegar no lápis e na folha. Quando viram o produto final davam saltos e nunca mais me largaram", relata.

Mas como é que se escolhe um sapato nesta casa? "As senhoras adoram chegar aqui com uma ideia na cabeça e vê-la passar a papel. Regra geral, vamos falando à medida que o desenho avança e eu dou a minha opinião. Salto mais largo, ou mais alto, consoante a cara da pessoa, até chegarmos ao ideal", relata Luís Octaviano, admitindo que a possibilidade de a cliente saber que vai ter um modelo exclusivo "é sempre a grande vantagem". Mas não é a única, segundo o artesão, que fala de exemplos práticos onde os nossos pés alguma vez já estiveram incomodamente envolvidos.

"Por vezes experimentamos um sapato na loja de que gostamos e achamos que está no tamanho certo. Mas com o andar, ele começa a roer o pé, ou a apertar. Aqui também pode acontecer, mas basta ajustar a forma original e voltar a colocar lá o sapato", descreve Octaviano, enquanto exibe alguns exemplos de formas de clientes habituais que guarda religiosamente. Algumas delas com pés manifestamente pequenos (32 ou 33), com dificuldade em encontrar determinado tipo de calçado, mas que no seu atelier encontram todas as respostas.

Tem sido esta capacidade de oferta - que também se estende aos homens, em casos especiais de criações mais excêntricas - que vem fomentando a crescente procura. Em 2009, produziu uma média mensal de seis artigos de calçado, além de malas e cintos. "A maioria das senhoras, quando compra sapatos, tem dificuldade em arranjar uma mala ou cinto iguais e eu aqui faço tudo", revela, garantindo que os seus preços não divergem dos que são praticados nas sapatarias (ver caixa).


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