Maria ia ser cantora clássica mas apaixonou-se pelo jazz

Maria Mendes estudou canto dez anos mas encantou-se pela liberdade do jazz. Atua no CCB

Maria Mendes lembra-se perfeitamente do dia em que descobriu o jazz. Numa tertúlia com colegas músicos, um deles perguntou-lhe se ela conhecia o My Romance. "É um standard, são aquelas músicas antigas, aprendemos e tocamos", disse-lhe. "Também tocámos o Over The Rainbow. Até grávamos por graça. E eu adorei". "Adorei", repete, enfatizando como esse momento a marcou.

"É aquela coisa emotiva, eu senti verdadeiramente, senti uma coisa boa de se sentir, uma liberdade". Foi assim, aos 17 anos, que a cantora desistiu de uma carreira clássica, a que estava a traçar desde os 12 anos, e se começou a dedicar ao swing e ao scat.

Aos 30, acaba de lançar o segundo o disco, Innocentia, cantou no Centro Cultural de Belém e apresenta-se no sábado, dia 7, na Casa da Música, no Porto, a sua cidade.

A minha mãe diz que com três anos eu dizia que queria ser cantora de ópera

O disco é uma homenagem ao percurso clássico que traçou e à infância. Um dos temas que compôs evoca as memórias de umas férias de verão com irmã. E a vontade de ser cantora surgiu ainda antes de se conseguir lembrar.

"Desde os três anos que tive a sorte, vejo como uma sorte, de saber que queria ser cantora", começa por dizer em entrevista ao DN, depois do último ensaio para os seus dois concertos em Portugal, acompanhada de músicos que há muito admira, como Carlos Barretto e o pianista João Paulo Esteves da Silva. O ambiente familiar era propício, conta. "Em casa sempre se ouviu muita música clássica, e na minha família materna há uma grande predisposição para a música, os meus avós são músicos profissionais". A mãe, pintora, também alimentava a paixão pela arte.

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