Mar adentro com Joseph Conrad

Juventude, Julien Samani

Entre a grande literatura que ao longo do tempo tem fascinado realizadores, a de Joseph Conrad ocupa um lugar especial. Por estes dias, e só no espaço de um ano, estrearam dois títulos ligados ao seu nome: Posto-Avançado do Progresso, de Hugo Vieira da Silva, baseado num conto, e agora este Juventude, primeira longa-metragem de ficção de Julien Samani, que nos leva ao alto mar como testemunhas da evasão lírica de um jovem.

Apresentando uma leitura simultaneamente moderna e abstrata do romance homónimo de Conrad, o filme de Samani tem a fundamental virtude de se manter num invulgar estado de suspensão. Suspensão essa que enfatiza o mistério da experiência desse jovem num navio de carga povoado por homens de pronunciada estranheza. Dir-se-ia que, acolhendo as aspirações de um coração bravio, o mar é a página agitada de uma epopeia íntima.

Classificação: *** (bom)

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