Janeiro negro. 10 mortes que foram perdas marcantes para a cultura

Entre Nuno Teotónio Pereira, Ettore Scola e David Bowie, janeiro tem sido um mês de perdas no mundo da cultura

Ettore Scola

O cineasta considerado um dos últimos grandes mestres do cinema italiano morreu aos 84 anos, em Roma. Realizador de filmes como "Um dia inesquecível", "Porcos, Feios e Maus" e "Tão amigos que nós éramos", Ettore Scola trabalhou com atores que marcaram a história do cinema, de Marcello Mastroianni a Sophia Loren.

Nuno Teotónio Pereira

Vencedor do prémio Valmor, não uma mas três vezes, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira morreu a poucos dias de completar os 94 anos. Ao longo das suas seis décadas de carreira, o arquiteto assinou edifícios emblemáticos como a Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

Michel Tournier

Era um dos grandes nomes da literatura francesa da segunda metade do século XX. Michel Tournier, cujo livro "O Rei dos Álamos" foi vencedor do Prémio Goncourt, morreu aos 91 anos, perto de Paris.

Glenn Frey

O fundador e guitarrista da banda de rock norte-americana 'Eagles', Glenn Frey, morreu em Nova Ioque, nos Estados Unidos. Glenn Frey participou na composição e deu voz a algumas das músicas mais conhecidas dos Eagles, como 'Heartache Tonight', 'Take It Easy', 'Lying Eyes' e 'Hotel California'.

David Bowie

Poucos dias depois de lançar o seu 25.º álbum, David Bowie morreu de cancro. Tinha 69 anos. O artista marcou a música da segunda metade do século XX com as suas idiossincrasias e visão.

Alan Rickman

As gerações mais novas conhecem-no da saga Harry Potter, onde interpretou a misteriosa personagem Severus Snape. Mas os mais crescidos lembram-se certamente dele como o vilão Hans Gruber de "Die Hard - Assalto ao Arranha-Céus". Alan Rickman morreu de cancro. Tinha 69 anos.

Fernando Ávila

O realizador de televisão Fernando Ávila trabalhava na RTP desde 1987 e esteve em projetos como "Estado de Graça", "Residencial Tejo", VIP Manicure", "Conta-me como foi", entre outros trabalhos como "O Crime na Pensão Estrelinha", um icónico programa de Herman José que foi para o ar na passagem de ano de 1991. Morreu aos 61 anos, em Lisboa.

Edmonde Charles-Roux

A jornalista e romancista francesa Edmonde Charles-Roux morreu em Marselha, no sul de França, aos 95 anos. Foi presidente da Academia Goncourt, que atribui todos os anos o prémio francês de literatura.

Otis Clay

O cantor norte-americano Otis Clay, que entre os 1960 e 1980 se destacou na cena da música soul, blues e gospel, morreu aos 73 anos. Clay assinou êxitos como "That's How It Is (When You're in Love)" e "Trying to Live My Life Without You" e tornou-se uma referência para músicos de soul e blues em Chicago, onde também tocaram alguns dos seus ídolos, como Muddy Waters e Sam Cooke.

André Courrèges

O estilista francês André Courrèges, símbolo de uma revolução de estilo nos anos 60, morreu com 92 anos após três décadas de luta contra a doença de Parkinson. Popularizado pelos mini-vestidos angulares, que combinou com óculos de proteção e capacetes inspirados nos astronautas, bem como pela opção por calças formais para senhora e por mini-saias, cuja ideia original sempre disputou com Mary Quant, o estilista teve no artista Andy Warhol um expressivo admirador.

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