Fernando Paulouro vence prémio Eduardo Lourenço 2017

O jornalista e escritor Fernando Paulouro

O jornalista e escritor Fernando Paulouro é o vencedor da 13.ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, no valor de 7.500 euros, foi hoje anunciado na Guarda.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, no final da reunião quinzenal do executivo, após ter tido conhecimento da decisão do júri, que hoje esteve reunido naquela cidade.

Instituído em 2004 pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com sede naquela cidade, o prémio destina-se a galardoar personalidades ou instituições com "intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas".

Entre diversas atividades, Fernando Paulouro Neves foi diretor do Jornal do Fundão.

Álvaro Amaro disse aos jornalistas que o prémio "está seguramente bem entregue".

Fernando Paulouro Neves "é uma personalidade de reconhecido êxito literário e cultural", "um defensor da região e do país" e "um homem das letras e da cultura", disse o autarca.

"Só tenho que o felicitar e o CEI e a Câmara Municipal da Guarda sentem-se felizes", rematou.

O CEI refere em comunicado que a atribuição do Prémio Eduardo Lourenço a Fernando Paulouro Neves "teve a unanimidade de todos" os elementos do júri.

"O júri reconheceu a projeção cultural e ibérica do jornalista, escritor e cronista, e a sua notória vocação cultural e cívica, desenvolvida ao longo dos últimos 50 anos, no Jornal do Fundão, órgão de referência na história na imprensa nacional, onde foi jornalista, Chefe de Redação e Diretor", acrescenta.

A nota do júri sublinha ainda que Fernando Paulouro Neves "representa muito bem a ligação entre os dois lados da raia ibérica, vividos e defendidos ao longo de uma vida de resistência".

"Regional, mas sempre com relevância global, mostra que o mundo precisa da reflexão vinda dos pequenos lugares. Partilha as beiras agrestes e a perspetiva que elas transmitem, com o próprio Eduardo Lourenço; em ambos o pensamento não se imagina sem o vento da raia, e a vivência dos locais que o futuro ameaça abandonar, mas que ambos acreditam que se manterão relevantes e até indispensáveis", aponta.

O júri destacou ainda "a sua visão cívica e comprometida com os territórios da raia, a sua intransigente cidadania e a consciência da realidade de uma região interior, numa perspetiva regional, ibérica e universal".

Este ano, o júri foi constituído, entre outros, além dos membros da direção do CEI, por quatro personalidades convidadas: Adriana Calcanhotto (cantora) e Walter Rossa (professor catedrático), indicados pela Universidade de Coimbra, e por Pedro Serra e José Luis Fuentecilla Lastra, indicados pela Universidade de Salamanca.

O galardão, com o nome do ensaísta Eduardo Lourenço, mentor e diretor honorífico do CEI, que tem sede na cidade mais alta do país, já distinguiu várias personalidades de relevo de Portugal e de Espanha.

Nas edições anteriores receberam o Prémio Eduardo Lourenço a professora catedrática Maria Helena da Rocha Pereira, o jornalista Agustín Remesal, a pianista Maria João Pires, o poeta Ángel Campos Pámpano, o professor catedrático de direito penal Jorge Figueiredo Dias, os escritores César António Molina, Mia Couto, Agustina Bessa-Luís e Luís Sepúlveda, o teólogo José María Martín Patino e os professores e investigadores Jerónimo Pizarro e Antonio Sáez Delgado.

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