Como refazer as memórias coloniais?

Ângelo Torres numa das cenas do filme

"A Ilha dos Cães", Jorge António

Mesmo não esquecendo os exemplos de filmes portugueses que já apostaram em lidar com as nossas memórias coloniais, há no nosso cinema um défice de relação com muitos elementos de tais memórias. Baseado num romance do escritor angolano Henrique Abranches (1932-2006), A Ilha dos Cães é uma tentativa meritória, mas rudimentar, de lidar com esse passado.

As suas maiores limitações resultam de uma indefinição narrativa que oscila entre uma visão mais ou menos realista e algumas derivações pesadamente "simbólicas". A consistência do trabalho do ator Ângelo Torres acaba por ser uma exceção no interior de uma galeria de personagens que se esgotam no cliché ideológico ou na caricatura simplista. Fica, em qualquer caso, a vontade de contrariar uma visão banalmente "oficial" do colonialismo português.

Classificação: ** (com interesse)

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