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OBITUÁRIO

Editor e produtor discográfico e divulgador do 'sing-along'

Dominou e dinamizou a produção discográfica nos EUA nos anos 50 e 60, lançou artistas como Aretha Franklin, Tony Bennett ou Johnny Mathis e foi um precursor do 'karaoke'. Morreu aos 99 anos

Morreu no passado dia 2, em Nova Iorque, o produtor discográfico, editor, músico e cantor Mitch Miller. Nos anos 50 e 60, na Columbia Records, Miller deu um protagonismo até aí inexistente à figura do editor e produtor, ao contratar e produzir nomes como Aretha Franklin, Patti Page, Ray Conniff, Rosemary Clooney, Frankie Laine, Guy Mitchell. Johnny Mathis, Percy Faith ou Tony Bennett, e trabalhar com Frank Sinatra, Doris Day ou Dinah Shore, ajudando a definir a música ligeira americana entre o pós-guerra e o advento do rock'n' roll.
A sua profunda aversão ao rock levou--o a recusar contratar Buddy Holly e Elvis Presley, mas este apenas por razões económicas. Miller achou exorbitante a verba que Tom Parker, agente de Elvis, pedia pela assinatura do seu artista. Para Miller, o rock era "comida de bebé musical: é a adoração da mediocridade, proporcionada por uma paixão pelo conformismo".
Mitch Miller foi também o grande divulgador do sing-along ("canta com"), que pode considerar-se como o precursor do karaoke, tendo gravado uma série de álbuns do género, compostos por canções populares, tradicionais ou de Natal, para serem cantadas em família ou em grupo, e que se contam entre os mais vendidos dos anos 50 e 60. Estes discos deram origem a um programa de televisão imensamente popular na NBC, Sing Along with Mitch (1961-1966) e transformaram-no numa celebridade nacional.
Mitch Miller foi também responsável por inovações técnicas como o overdubbing, juntamente com o guitarrista Les Paul e outros músicos. Como músico, foi um precoce e talentoso oboísta, tendo chegado a tocar, nos anos 40, com George Gershwin e Charlie Parker, e gravado sob a direcção de Leopold Stokowski.
Nascido em Rochester (estado de Nova Iorque), Mitch Miller foi produtor de música clássica e director artístico da Mercury Records no final da década de 40, cargo que também ocuparia na Columbia, a partir de 1950. Em 2000, recebeu um Grammy de Carreira.

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