por DN.pt
Hosni Mubarak foi ontem à noite dado como clinicamente morto, mas neste momento surgem informações contraditórias sobre o seu estado, havendo fontes que dizem que o ex-presidente egípcio está em coma e ligado a um ventilador, mas que não foi declarado clinicamente morto.
17 dias depois de ter sido condenado a prisão perpétua, o ex-presidente egípcio, de 84 anos, sofreu ontem um acidente vascular cerebral (AVC), o que originou uma paragem cardíaca. "O senhor Mubarak está clinicamente morto, pois o seu coração deixou de bater, ele foi submetido a um desfibrilhador mais do que uma vez e não reagiu", disse ao início da noite fonte médica citada pela agência oficial egípcia Mena.
No entanto, fonte médica, citada depois pela AFP, acrescentou que o ex-ditador "está em coma e os médicos ainda o tentam reanimar. Foi ligado a um ventilador". Fontes do Ministério do Interior e da família de Mubarak disseram à Al-Jazeera que ele está ligado a um ventilador mas não clinicamente morto.
À Reuters fontes militares disseram "que ele está completamente inconsciente e a respirar por via artificial".
O ex-chefe do Estado egípcio estava detido na ala médica da prisão de Tora, no Sul do Cairo, a capital do Egito, mas teve que ser ontem à noite transportado para o Hospital Maadi.
Mubarak fora condenado a prisão perpétua a 2 de junho pela morte de 850 pessoas durante a repressão da revolta que o país viveu em janeiro-fevereiro de 2011, no âmbito da chamada Primavera Árabe.O tribunal não o condenou por ter responsabilidade direta nas mortes, mas por não ter tomado as medidas necessárias para evitá-las.
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